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Comportamento materno - Como sentimentos tão nobres, presentes nas mães, são entendidos aos "olhos" de profissionais da psicologia?"
Revista Alvo Leste, Maio/2009

 

 

 

Com certa dificuldade mães expõem suas preocupações, medos, aflições, angústias e demais sentimentos em relação à criação de seus filhos. "O amor incondicional também sempre aparece. O zelo, pois elas entendem as suas "crias" como uma extensão delas mesmo. A maternidade faz a mulher uma leoa que fica o tempo todo tentando proteger os seus", explica Roseleide da Silva Santos, psicóloga da Clínica Viver com Qualidade.

Mães tentam assistir os filhos o tempo todo. Em todos os aspectos, mas é também um ser humano com limitações e sua linha de alcance não permite que estejam sempre com as crianças. "Os sentimentos mais nobres relatados pelas mães em consultório de psicologia, referem-se à educação transmitidas aos filhos. Educar de forma saudável é um ato extremamente difícil. Mães tendem a proteger demasiadamente, mas o contrário, as que não colocam nenhum limite, deixando de acompanhar a vida de seus filhos, geram sequelas ao psiquismo", alerta Sonia Negrão, psicóloga, psicanalista pelo Instituto Sedes Sapientiae, especializada em drogadição pelo Instituto Sedes Sapientiae e Unifesp, fundadora da Clínica Psiquê.

As preocupações são de manter, sustentar, entender, e indagações como: Será que estou pronta para enfrentar esta situação? Será que consigo? surgem no meio do caminho. "Ligado à educação, temos como um dos maiores medos das mães em relação aos filhos, o uso de drogas. Poderíamos citar como traumas das mães a culpa que sentem quando se dão conta que seus filhos têm algum tipo de problema psicológico", diz Sonia.

Outra preocupação enorme é com o mundo em que vivemos e o exemplo a ser dado para seus filhos, mães se mostram insatisfeitas perante tanta coisa ruim acontecendo lá fora. "O desenvolvimento dos seus é de suma importância para estas mulheres, mas muitas vezes se deparam com os sentimentos de incapacidade, inexperiência, insegurança e impotência", lembra Roseleide.

Mães também têm fragilidades, e mesmo assim cuidam de seus filhos com prazer, como algo que precisa ser preservado. "A superproteção é um sentimento bastante comum que surge no consultório, ele inibe o desenvolvimento da autonomia das pessoas e não é bom. A maioria dos casos acontece quando a mãe trabalha fora e quer proteger o filho que não se machuque e ela esteja ausente ou compra utensílios desnecessários para agradar. Outro ponto crucial é o da teoria machista de que o homem não chora, isso pode corromper", afirma a psicóloga Roseleide.

Hoje a mulher relata o casamento, a carreira, o autoconhecimento e ainda a maternidade. Todas se preocupam em prover os filhos de valores, de personalidade, ética, honestidade, franqueza e integridade. "A maioria quer dar bons exemplos. Lembrando que a paternidade também é importante, pois pais cuidam dos filhos e sentem prazer nisso", cita Roseleide.

A maternidade forma mulheres mais evoluídas, cheias de gozo por criar seus filhos. Muitas entendem que um filho é um projeto para o mundo, o ajuda e o aceita como ele é, tais sentimentos tão nobres são favoráveis para a formação de um bom ser humano. "É no segundo filho que a experiência vem e diante de nós profissionais da psicologia que as mães dizem que não irão mais superproteger. Nos explicam seu comportamento. É necessário estar preparada para entender uma heroína do lar", salienta Roseleide.

O comportamento materno pode ser entendido como instintivo. "Porque somos animais. É baseado na responsabilidade, fundamentado no amor, apego, afeto e inclui união e separação, desde quando a criança vai para a escola, na adolescência começa a namorar de depois se casa. Esta separação geralmente é muito dolorida, mas mães acolherão para sempre", finaliza a psicóloga Roseleide da Silva Santos.

É comum que as mães, tentem reparar através dos filhos, as faltas que tiveram em sua educação. "Isso pode acabar por gerar transtornos na formação psíquica", defende Sonia Negrão.

Os sentimentos que a maternidade despertam são muito amplos, plenos e complexos. "Amplos, porque a gente ama de forma incondicional, plenos porque nos fazem sentir completas e pessoas melhores e complexos porque exigem de nós a identificação das vertentes desse amor, colocar limites, por exemplo, é amar, assim como dar liberdade... A maior dificuldade que encontro é de permitir que a minha filha expresse sua personalidade que, aliás, é bem marcante com os limites necessários para que ela seja uma menina educada, correta e que compreenda esses limites como condições para se conviver em uma sociedade e não como privação, e em consulta com a Roseleide (psicóloga) busco encontrar a melhor maneira de educá-la, sem ser severa demais e nem permissiva demais - encontrar o equilíbrio dessas duas coisas. Sou contra bater em crianças, então busco sempre fazê-la compreender o que pode e o que não pode, mas às vezes o castigo se faz necessário. Entendo o comportamento materno como protetor, amparador, fortalecedor... Em geral, queremos sempre ver bem os nossos filhos", relata Dulce Ferreira, 32 anos, professora de educação física e diretora de empresa, mãe de Lauren de 01 ano e 10 meses.

 

Clínica de Psicologia VIVER COM QUALIDADE

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